Conto
Caminho, numa estrada, estou só, à minha direita oiço movimentos que me causam temor, mas sigo em frente. Sombras dançam um pouco mais à frente, encolho os ombros é apenas o vento que resolveu pregar-me uma partida, murmurando segredos por entre as árvores. As árvores batem com os ramos umas nas outras, parecem tão zangadas, mas apesar de sentir medo sigo em frente, caminhando cautelosamente. De repente o vento cessa e o silêncio é rei e senhor, paro à escuta de algum som, mas nada, não se ouvem pássaros a chilrear, nem sequer uma cigarra. Se anteriormente os meus receios centravam-se na escuta de sons desconhecidos, agora o silêncio tornou-se mais ameaçador, parece que já passou muito tempo e eu não avanço nem recuo. Depois de inspirar fundo decido seguir em frente na estrada deserta, de repente lembro-me que ainda não investiguei o lado direito e de imediato olho para esse lado e está lá um homem no meio do mato que me diz; “pst, pst, menina vem cá que eu dou-te uns doces”. Fico tentada eu até gosto muito de gulosices, mas de repente lembro o que a minha mãe sempre me disse; “filha não te aproximes de desconhecidos, nem aceites nada de estranhos, olha que é muito perigoso, há pessoas muito ruins”. A seguir não caminho, corro com todas as minhas forças com o homem a perseguir-me e sempre a dizer-me; “anda cá não tenhas medo que eu não te faço mal”, mas eu sei que não é verdade, eu só o vi durante uns segundos e ele tinha cara de mau. Mas eu corri tanto e com tanta ligeireza, até parecia que ia rebentar, que por fim o homem mau ficou para trás e nunca mais o vi. Sempre a correr fui olhando à minha volta e comecei a reconhecer o caminho que já tinha feito em sentido contrário. Algumas horas antes tinha fugido de casa, por estarem sempre a ralhar-me, até parece que nem gostam de mim, sentia-me muito infeliz e queria que a minha família sofresse por eu ter desaparecido e nunca mais saberem de mim... Continuei a caminhar muito depressa, olhando para todos os lados para ver se alguém me espiava e dei por mim a pensar que o mundo é assustador e percebi que eu ainda não estou preparada para partir à aventura, ainda sou muito pequena. Depois de pensar muito, decidi voltar para a minha casa e conversar com os meus pais, dizer-lhes que estou arrependida de ter fugido e se calhar quando eles me aconselham até têm razão e estão-me a ensinar para quando eu for grande saber tanto como eles.
LuzG
Caminho, numa estrada, estou só, à minha direita oiço movimentos que me causam temor, mas sigo em frente. Sombras dançam um pouco mais à frente, encolho os ombros é apenas o vento que resolveu pregar-me uma partida, murmurando segredos por entre as árvores. As árvores batem com os ramos umas nas outras, parecem tão zangadas, mas apesar de sentir medo sigo em frente, caminhando cautelosamente. De repente o vento cessa e o silêncio é rei e senhor, paro à escuta de algum som, mas nada, não se ouvem pássaros a chilrear, nem sequer uma cigarra. Se anteriormente os meus receios centravam-se na escuta de sons desconhecidos, agora o silêncio tornou-se mais ameaçador, parece que já passou muito tempo e eu não avanço nem recuo. Depois de inspirar fundo decido seguir em frente na estrada deserta, de repente lembro-me que ainda não investiguei o lado direito e de imediato olho para esse lado e está lá um homem no meio do mato que me diz; “pst, pst, menina vem cá que eu dou-te uns doces”. Fico tentada eu até gosto muito de gulosices, mas de repente lembro o que a minha mãe sempre me disse; “filha não te aproximes de desconhecidos, nem aceites nada de estranhos, olha que é muito perigoso, há pessoas muito ruins”. A seguir não caminho, corro com todas as minhas forças com o homem a perseguir-me e sempre a dizer-me; “anda cá não tenhas medo que eu não te faço mal”, mas eu sei que não é verdade, eu só o vi durante uns segundos e ele tinha cara de mau. Mas eu corri tanto e com tanta ligeireza, até parecia que ia rebentar, que por fim o homem mau ficou para trás e nunca mais o vi. Sempre a correr fui olhando à minha volta e comecei a reconhecer o caminho que já tinha feito em sentido contrário. Algumas horas antes tinha fugido de casa, por estarem sempre a ralhar-me, até parece que nem gostam de mim, sentia-me muito infeliz e queria que a minha família sofresse por eu ter desaparecido e nunca mais saberem de mim... Continuei a caminhar muito depressa, olhando para todos os lados para ver se alguém me espiava e dei por mim a pensar que o mundo é assustador e percebi que eu ainda não estou preparada para partir à aventura, ainda sou muito pequena. Depois de pensar muito, decidi voltar para a minha casa e conversar com os meus pais, dizer-lhes que estou arrependida de ter fugido e se calhar quando eles me aconselham até têm razão e estão-me a ensinar para quando eu for grande saber tanto como eles.
LuzG
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