Conto: Inspirado na observação de uma árvore que existe numa lezíria...
Há minha volta existe uma imensidão de terra e só do cimo dos meus troncos e ramos mais altos se avista muito ao longe um rio. Nasci há muitos anos de uma semente, fui trazida pelo vento que me depositou aqui, a acção da chuva fez com que me afundasse na lama, e assim desci fundo no coração da Mãe Terra que me ajudou a criar raízes e a fortalecer. Ao mesmo tempo que me cravava bem fundo na profundidade do subsolo, também fui rompendo a terra, emergi da escuridão, cresci em altura, e comecei a ver a luz do dia, desde que o sol despontava até que chegava ao ocaso. A seguir escurecia e o dia dava lugar à noite na qual surgia a lua com as suas diferentes fases lunares. Eu observava atentamente tudo o que me rodeava e também as transformações que iam acontecendo comigo, da semente pequenina que fui, tudo mudou, passaram dias, meses e anos e eu fui crescendo em direcção ao céu, tive a sorte de cair num solo fértil, a chuva ajudou-me e continua a ajudar-me a ser cada vez mais forte, o sol colaborou e ainda colabora para eu ser digna e merecedora de admiração dos homens que raramente vêem até aqui. Hoje sou uma GRANDE árvore, frondosa, tenho um tronco enorme castanho e muitos ramos e folhas verdes brilhantes, a grandiosa sombra da minha copa é sempre útil para as aves ou animais que querem descansar e refrescar-se antes de baterem asas ou moverem-se até outras paragens. De tempos a tempos surgem por aqui alguns caçadores para praticarem o seu desporto favorito, (dizem eles), mas cá para mim é terrível ver como matam animais e aves indefesas, (algumas espécies são nativas, outras vêm de outros países apenas para passarem cá o tempo suficiente para procriarem e assim contribuírem para haver uma renovação das espécies) não é justo que sejam dizimadas por pessoas sem o mínimo de escrúpulos que não respeitam as leis que determinam que alguns animais e aves estão em vias de extinção e por esse motivo é interdita caçá-las e alvejam e abatem indiscriminadamente as espécies que nidificam nestas terras. Tudo à minha volta é observado por mim, apesar de estarem distantes consigo ver os pescadores no rio, alguns fazem-no por necessidade e levam para casa o sustento para eles e para as suas famílias, outros há que a pesca é um desporto para verem quem consegue o maior e o mais pesado peixe, depois atiram-nos os mais pequenos novamente à água, ficando geralmente com os maiores para embalsamarem e mostrarem os seus troféus e medalhas, (que crueldade, dá que pensar que os humanos na sua grande maioria, não são bons cuidadores das espécies que co-habitam com eles no planeta, em vez de preservarem a biodiversidade que existe, delapidam-na e contribuem para a sua extinção). Se os humanos, não protegem, nem o reino animal, nem o reino vegetal, qual será o futuro de todas as espécies com vida (incluindo a raça humana) que existem no planeta azul, porque a vida de todos estão interligadas e se não há empenho e formas de acabarem com as transgressões causadas pela ganância e pelos lucros fáceis da chamada raça superior então as gerações vindouras serão seriamente afectadas pela poluição, pela escassez de alimentos e de água potável e pelo surgimento de doenças e epidemias e de alterações de efeitos climáticos. Mas isto são só devaneios de uma árvore que é única nestes campos, se eu tivesse o dom de conseguir falar gritaria bem alto atenção HUMANIDADE, cuida do teu futuro e da Natureza deste lindo planeta que se chama Terra.
Há minha volta existe uma imensidão de terra e só do cimo dos meus troncos e ramos mais altos se avista muito ao longe um rio. Nasci há muitos anos de uma semente, fui trazida pelo vento que me depositou aqui, a acção da chuva fez com que me afundasse na lama, e assim desci fundo no coração da Mãe Terra que me ajudou a criar raízes e a fortalecer. Ao mesmo tempo que me cravava bem fundo na profundidade do subsolo, também fui rompendo a terra, emergi da escuridão, cresci em altura, e comecei a ver a luz do dia, desde que o sol despontava até que chegava ao ocaso. A seguir escurecia e o dia dava lugar à noite na qual surgia a lua com as suas diferentes fases lunares. Eu observava atentamente tudo o que me rodeava e também as transformações que iam acontecendo comigo, da semente pequenina que fui, tudo mudou, passaram dias, meses e anos e eu fui crescendo em direcção ao céu, tive a sorte de cair num solo fértil, a chuva ajudou-me e continua a ajudar-me a ser cada vez mais forte, o sol colaborou e ainda colabora para eu ser digna e merecedora de admiração dos homens que raramente vêem até aqui. Hoje sou uma GRANDE árvore, frondosa, tenho um tronco enorme castanho e muitos ramos e folhas verdes brilhantes, a grandiosa sombra da minha copa é sempre útil para as aves ou animais que querem descansar e refrescar-se antes de baterem asas ou moverem-se até outras paragens. De tempos a tempos surgem por aqui alguns caçadores para praticarem o seu desporto favorito, (dizem eles), mas cá para mim é terrível ver como matam animais e aves indefesas, (algumas espécies são nativas, outras vêm de outros países apenas para passarem cá o tempo suficiente para procriarem e assim contribuírem para haver uma renovação das espécies) não é justo que sejam dizimadas por pessoas sem o mínimo de escrúpulos que não respeitam as leis que determinam que alguns animais e aves estão em vias de extinção e por esse motivo é interdita caçá-las e alvejam e abatem indiscriminadamente as espécies que nidificam nestas terras. Tudo à minha volta é observado por mim, apesar de estarem distantes consigo ver os pescadores no rio, alguns fazem-no por necessidade e levam para casa o sustento para eles e para as suas famílias, outros há que a pesca é um desporto para verem quem consegue o maior e o mais pesado peixe, depois atiram-nos os mais pequenos novamente à água, ficando geralmente com os maiores para embalsamarem e mostrarem os seus troféus e medalhas, (que crueldade, dá que pensar que os humanos na sua grande maioria, não são bons cuidadores das espécies que co-habitam com eles no planeta, em vez de preservarem a biodiversidade que existe, delapidam-na e contribuem para a sua extinção). Se os humanos, não protegem, nem o reino animal, nem o reino vegetal, qual será o futuro de todas as espécies com vida (incluindo a raça humana) que existem no planeta azul, porque a vida de todos estão interligadas e se não há empenho e formas de acabarem com as transgressões causadas pela ganância e pelos lucros fáceis da chamada raça superior então as gerações vindouras serão seriamente afectadas pela poluição, pela escassez de alimentos e de água potável e pelo surgimento de doenças e epidemias e de alterações de efeitos climáticos. Mas isto são só devaneios de uma árvore que é única nestes campos, se eu tivesse o dom de conseguir falar gritaria bem alto atenção HUMANIDADE, cuida do teu futuro e da Natureza deste lindo planeta que se chama Terra.
LuzG
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